Ansiedade dos pais e a influência no comportamento dos filhos


27 de fev de 2018







Observe o comportamento de um bebês, análise as atitudes de uma criança e você entenderá como são seus pais!
Christiane Junqueira

É muito comum, não só os pais, mas a sociedade de maneira geral achar que crianças e bebês principalmente, não sofrem de ansiedade, assim como outros estados emocionais. É como se a criança e o bebê, por não terem a compreensão do mundo, como os adolescentes e os adultos tem, não pudessem perceber o que acontecem ao redor deles. É claro, que o fato em si, eles não compreendem, mas o mal estar, a angústia, o medo, a aflição entre outros sentimentos negativos sentidos pelos pais e que cercam a criança e o bebê são percebidos/sentidos por eles sim, uma vez que é através do “sentir” que os bebês e as crianças organizam o seu mundo interno.

E de que forma sentem?


Através das atitudes, pois o contato físico e a fala são mais ríspidas, secas mais forçadas e menos naturais, de forma que o convívio em casa com a família, exerce uma função direta e muito importante no comportamento da criança.

Por exemplo:

Um bebé está chorando, o que é esperado dos pais?


Um comportamento que lhe alivie o desconforto, certo?


Porém, se os pais não estiverem tranquilos de verdade, por mais que tentem, não conseguirão manter uma postura  tranquila,  a respiração fica acelerada, o tom e o volume da voz alterados, fazem movimentos bruscos de forma que o bebé terá uma tendência a sentir-se mais inseguro, os choros não cessam, não conseguem dormir e nem ficar acordados tranquilamente e estão sempre agitados.  Se os pais colocam o bebê em situação de  desconforto, este irá se agitar cada vez mais, não aprendendo novas formas de reagir nem de lidar com o mal-estar.

Em casas aonde o ambiente é tumultuado ou pais que tem dificuldade de controlar sua ansiedade diante de situações conflituosas, as crianças acabam também dando sinais de que algo as incomoda e isso fica visível no comportamento, que se torna inadequado, diferente de como costumam ser.

A resposta do comportamento dos pais sobre seus filhos começa quanto eles ainda são bebês, sendo que recém-nascidos podem desenvolver alterações de ansiedade por influência da mãe.

Até por volta do 9 anos, a criança está em um nível de desenvolvimento primitivo, portanto se no dia a dia ela presencia brigas, preocupação excessiva, independente do motivo, mas que altere o comportamento habitual dos pais, por exemplo, é provável que fique insegura e ansiosa também.

Para que os pais possam transmitir calma é necessário que tenham uma postura firme e confiante, porém amorosa, com uma respiração desacelerada, movimentos lentos, comunicação simples e pausada, assim o bebé e a criança poderão aprender a acalmar-se, através do  estado de calma dos pais.

Vale a pena aqui, estender um pouquinho mais e lembrar que as crianças estão muito atentas à postura e ao comportamento dos pais. Por volta dos dois anos mais ou menos, quando a compreensão das atitudes dos pais fica mais relevante e observável como forma de repetição, é importante atentar-se para o exemplo que os pais dão, como sendo fundamental na educação e na formação do carácter dos filhos, pois a aprendizagem de valores é feita por observação, e o comportamento observado será determinante para as decisões que irão  tomar  os caminhos e valores que irão seguir. 

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