Ansiedade Infantil


13 de nov de 2017



Ansiedade Infantil


Ansiedade Infantil


Sou pequeno, não sei como lidar com meus sentimentos! Às vezes “coisas” me incomodam, preste a atenção, não me menospreze, esse incomodo toma conta de mim e eu não sei o que fazer, por isso as minhas reações, ao seus olhos, são as piores possíveis. Me acolha, não me julgue. Lembre-se: Sou Só Uma Criança!

Christiane Junqueira

Mas o que é ansiedade?


Segundo o DSM-5: “Os transtornos de ansiedade incluem transtornos que compartilham características de medo e ansiedade excessiva e perturbações comportamentais relacionados. Medo é a resposta emocional a ameaça iminente real ou percebida, enquanto ansiedade é a antecipação de ameaça futura”.

A ansiedade é uma reação do nosso corpo, uma “emoção natural” como tantas outras,  e que nos ajuda a lidar com dificuldades, conflitos e/ou situações perigosas que o nosso psiquismo entende como ameaçadoras, por exemplo situações de exposição pública, uma prova de vestibular e nas crianças uma “simples” briga dos pais.



Mas como assim “nas crianças”?


Sim, nas crianças, porque criança também sofre de ansiedade, assim como depressão, que já abordamos, e outros sintomas emocionais. Apenas não se expressam como os adultos.

Normalmente, depois que a situação estressante passa, a ansiedade também,  e voltamos ao nosso estado normal.

Porém, a ansiedade passa a torna-se um problema ainda maior, quando passa a ser disfuncional e interfere diretamente no dia a dia, do indivíduo, impossibilitando-o de desfrutar a vida como esta acostumado, afetando assim, as relações na escola, trabalho, família, amizades e vida social.

Isso acontece porque, em algumas pessoas, a ansiedade é um estado permanente, que independe de gatilhos externos, passando a ser considerada uma doença, que é quando o indivíduo permanece preocupado, em estado de alerta, mesmo não havendo motivos para isso.

E sim, também afeta crianças! Afinal, sofrimento atinge todas as idades e não temos como medir os rumos que seguirão se for dada a atenção necessária e devida a eles.

A ansiedade interfere na percepção que a pessoa tem do seu ambiente e de si própria. Tudo passa a ser ameaçador e a sensação é de vulnerabilidade constante. A mente é continuamente tomada por pensamentos ansiosos, que persistem por muito tempo. Esse processo afeta a autoestima, a resistência física e mental do ansioso, acarretando entre tantos sintomas, também a depressão.

As perturbações ansiosas nas crianças e jovens são comuns e uma das dificuldades mais frequentes na infância. Podem ter um impacto significativo na sua rotina, com consequências no desenvolvimento e interferência na aprendizagem, nas relações de amizades e nas relações familiares. Quando ignorada na infância, a ansiedade persiste na vida adulta, aumentando a probabilidade de se desenvolver outros tipos de patologia.

SINTOMAS


Existem alguns sintomas que podem estar presentes na ansiedade infantil e a presença desses sintomas, durante várias semanas, com interferência na rotina da criança ou jovem, é um sinal de alerta, devendo, os pais, encaminhar a criança ou adolescente para avaliação com um especialista. São eles:
·      Tristeza
·      Medo
·      Preocupação
·      Culpa
·      Sensação de não ter valor
·      Desesperança
·      Alterações repentinas de humor
·      Sensação de confusão mental

Os sintomas descritos, quando não são, em primeiro lugar, dada a devida atenção e importância, afinal muitos pais os consideram “frescura” ou “manha” e então avaliados e tratados, podem trazer sérias consequências como:

·      Depressão
·      Isolamento
·      Baixa auto-estima
·      Fobia
·      Dificuldades escolares
·      Problemas de socialização
·      Esquiva de pessoas e situações conhecidas, porem consideradas ameaçadoras
·      Esquiva a novas situações

Por isso, é sempre importante ficar atento aos sintomas descritos, associados à fase a qual a criança está passando, sua idade e também ao seu comportamento/ temperamento, ou seja, ao “jeito de ser” que é particular de cada indivíduo e observar se há mudanças, se está agindo diferente do que é costume.

Mas o que todos querem saber: O Que Fazer?


É indispensável que os pais observem os próprios comportamentos e assim verificar se não estão gerando ansiedade em seu filho, pois é necessário manter a criança calma no momento que está aflita em decorrência de situações conflituosas para ela. Lembrem-se: pais ansiosos, filhos ansiosos.

Outro fator importante, é que o adulto ainda comete o erro de achar que o sofrimento é um sentimento destingindo adulto, porém crianças sofrem e esse sofrimento pode gerar ansiedade. Fique atento a isso e ajude seu filho a nomear esses sentimentos, mostre-se presente e participativo, levando ao seu filho conforto e segurança.

Não se esqueça de lhe dizer: Eu estou aqui e vou te ajudar!

Referência Bibliográfica:
MANUAL diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5 / [American Psychiatric Association; tradução: Maria Inês Corrêa Nascimento... et al.];revisão técnica: Aristides Volpato Cordioli...[at al.]. – 5. ed. – Porto Alegre : Artmed, 2014.


https://oficinadepsicologia.com/ansiedade-infantil/

Segue abaixo um video da minha parceira Chris falando um pouco mais sobre ansiedade infantil.

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