Jogos e o Psiquismo infantil


24 de jul de 2017



JOGOS E O PSIQUISMO INFANTIL





O jogo é uma ferramenta que contribui para a formação da criança a nível corporal, afetivo e cognitivo que por se tratar de uma atividade lúdica se torna mais atrativo e eficiente em seu desenvolvimento, preparando sua inteligência e caráter.  O jogo é uma forma de brincar aonde a criança expressa de maneira simbólica suas fantasias, seus desejos e suas experiências reais permitindo fluir a imaginação e a criatividade.

Lúdico do latim ludus significa jogo. Segundo Huizinga (1995) o jogo pode ser considerado como uma atividade livre, conscientemente tomada como “não-séria”, mas ao mesmo tempo capaz de absorver o jogador de maneira intensa e total.

Para Piaget (1975b), os jogos estão diretamente ligados ao desenvolvimento mental da infância; tanto a aprendizagem quanto as atividades lúdicas constituem uma assimilação do real. Almeida (1995) diz que a brincadeira simboliza a relação pensamento-ação da criança, e, sendo assim, constitui-se provavelmente na matriz formas de expressão da linguagem.

Através de jogos é possível que a criança tenha uma dimensão de tempo (antes – depois), quantidade (pouco – muito), compreensão da sequência (início-fim). Para Pettry (1988) o jogo é uma atividade própria da criança e esta centrada no prazer que proporciona a ela. Brincadeiras com o corpo em movimento auxiliam as crianças a compreender e a relacionar conceitos de: perto, longe, atrás, mais perto, em cima, na frente e também contribuem para o desenvolvimento psicomotor.

É possível desenvolver relacionamentos, pois o ato de brincar, jogar é necessário que haja uma interação, pois assim o aprendizado torna-se mais eficaz para ambas as crianças, pois a troca de conhecimento é vasta.


É uma atividade desligada de interesses materiais, praticada dentro de limites espaciais e temporais próprios, com ordens e regras e também promove a formação de grupos sociais.

Para Platão e outros pensadores da Grécia antiga era importante que as crianças em seus primeiros anos de vida fossem educados com jogos educativos, começando aos sete anos. Era contra os jogos competitivos, pois não valorizavam o caráter e a personalidade fazendo com que as crianças acabassem tendo uma formação danificada. (NUNES DE ALMEIDA, 1998). Para os egípcios, maias, romanos, os jogos eram passados para os jovens de geração a geração pelos mais velhos onde aprenderiam através de seus ensinamentos valores e conhecimento para as normas sociais do padrão de vida. 

Segundo Marcondes Marina (1994), o brincar com o seu próprio corpo significa descobrir a si mesmo. Ainda segundo o mesmo autor, no brincar, a criança lida com sua realidade interior e sua tradição livre da realidade exterior.

Brincar para uma criança é uma festa, pois começa a inventar joguinhos, como fechar e abrir os olhos como se estivesse achando algo ou escondendo-se. A criança que brinca livremente do seu jeito, a sua maneira acaba transmitindo seus sentimentos, ideias, fantasias. Brincar é também raciocinar, descobrir, persistir e perseverar; aprender a perder percebendo que haverá novas oportunidades para ganhar; esforçar-se, ter paciência, não desistindo facilmente. Brincar é viver criativamente no mundo.


MARCHI, Wanderley Júnior: JOGO, ESPORTE E SOCIEDADE: considerações preliminares para uma análise correlacional MARCONDES, Marina Machado: Brinquedo-sucata e a criança: a importância do brincar: atividades e materiais. Publicado por Edições Loyola, 2001.

Nunes, Paulo de Almeida: Educação lúdica – o prazer de estudar técnicas e jogos pedagógicos. São Paulo: Edições Loyola, 1998

BROUGÈRE, Gilles: A criança e a cultura lúdica; 19 de novembro de 1998


ARTIGOS; http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-25551998000200007&script=sci_arttext&tlng=en


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