Hoje tem o primeiro post da minha querida amiga Chris, o post está incrível e é sobre as emoções e a cognição do desenvolvimento infantil.

Venham conferir.

As Emoções e a Cognição no Desenvolvimento Infantil



      Olhe com carinho para seu filho, observe como ele esta se desenvolvendo, mas principalmente observe como ele sente o mundo e cria o seu.
Christiane Junqueira




Desenvolvimento infantil


      Atualmente, muito se houve falar sobre o comportamento das crianças, afinal esse é um assunto que deixam pais angustiados, pois querem saber como lidar com seus filhos no dia a dia quando as famosas birras, provocações, falta de educação, entre tantos outros comportamentos aparecerem. Já criaram o terrible two, para explicar a fase dos dois anos, mas será que o problema esta só ai?. Porém, não vamos falar em terrible two, analisaremos e entenderemos a criança de forma global e sempre pensando na sua individualidade.



      Antes de analisar uma criança, é muito importante refletirmos que a mesma pode apresentar um comportamento, considerado inadequado, mas esperado para sua idade, em qualquer fase do seu desenvolvimento e ocasionado por diversos motivos e que, frente a tais comportamentos, a melhor forma de atuação, é a compreensão e o entendimento não só da fase que a criança está vivendo, seja ela de ordem emocional ou cognitiva, mas também de que o indivíduo é único e então entender e respeitar a sua personalidade e a sua história.   

      Sendo assim, vamos conhecer e entender como as crianças sentem e vivem o mundo ao longo do seu amadurecimento. 

      Para falar de emoções ninguém melhor que Freud, psicanalista polêmico, devido suas teorias radicais sobre a sexualidade e o inconsciente, em uma sociedade conservadora do final do século XIX, onde a criança era considerada um ser não sexual, ele diz que a personalidade se desenvolve ao longo da infância, através de uma série de estágios em que as energias da busca pelo prazer são focadas em determinadas áreas erógeas. Essa energia chamada de libido, foi descrita por ele como a força por trás do comportamento. Assim, foi baseado nos estudos sobre o comportamento infantil, que Freud criou as 5 fases do desenvolvimento da criança:

1 - Fase Oral: (0 - 1ano): 


Nesta fase a criança é estimulada pela boca, seu meio de contato com o mundo. Neste momento seu principal desejo é o seio materno, afinal é ele que proporciona alimento e satisfação/prazer ao bebê. O ato de morder, mastigar, sugar, e comer são sinônimos de prazer, além da fome. Neste momento, a criança também leva tudo que pega  na boca, pois é também o período de reconhecimento externo.

2 - Fase Anal: (1 - 3anos): 


Nesta fase a boca deixa de ser o foco do prazer a passa a ser o ânus e o controle da tensão intestinal (por isso que é por volta dos 2 anos que se começa a pensar no desfralde). A partir deste momento, o bebê aprende a controlar a sua defecação e a lidar com a frustração de não poder suprir suas necessidades de forma imediata. Os mecanismos desenvolvidos para assimilar esta frustração influenciam a formação da personalidade, pois quanto maior for a capacidade de aguentar a vontade de defecar, maior é a atenção e o elogio que os pais oferecem. Esta também é a fase de absorção de normas sociais. No desfralde é muito comum as crianças apresentarem problemas com a evacuação, por isso uma forma de estimulação e fazer elas entrar em contato com substâncias de consistências idêntica às fezes, como plastifica e barro.

3 - Fase Fálica: (4 - 6anos):

Esta fase é considerada for Freud a mais importante, a qual ele chama de “Complexo de Castração”. Nesta etapa psicossexual a criança apresenta um comportamento marcado pelo narcisismo e volta a sua atenção para a região genital, aonde a criança acredita que todos (meninos e meninas) tem um pênis, e a falta dele (nas meninas) imaginam que foi arrancado, sendo assim, muito comum as meninas se sentirem incompletas. Esta é também a fase que surge o conhecido Complexo de Édipo que é a atração que o menino sente pela mãe causando ciúmes. Porém, bem menos conhecido, mas o contrário também existe, que é a atração da menina pelo pai sentindo ciúmes do mesmo e para este dá-se o nome de Complexo de Electra.            

4 - Fase chamada de Período de Latência:

(5anos aproximadamente até o início da puberdade): Esta é uma das relativamente tranquila, porque as fantasias e impulsos sexuais são substituídos pelo desenvolvimento cognitivo e pela absorção de normas e valores sociais. Neste estágio, o desenvolvimento do ego (o eu, a essência de cada um, a consciência do indivíduo, é ele que determina as ações e instintos perante o mundo) e do superego (componente inibidor da mente, que age de acordo com heranças culturais, valores e regras de conduta) continua e os desejos sexuais não são atendidos, sendo reprimidos e só se manifestando na fase posterior. Esta é a fase onde se formam os laços sociais e as atenções ficam voltadas ao mundo exterior.

5 - Fase Genital:

Esta é a última etapa do desenvolvimento psicossexual e segue pela vida adulta, ela corresponde a adolescência. Neste período, as pulsões sexuais reaparecem: há um retorno da libido à zona genital e surge um interesse nas relações amorosas. Perde-se a identidade infantil e aos poucos o indivíduo passa a assumir uma identidade adulta. Entretanto, se existirem conflitos sexuais não resolvidos nas fases anteriores, estes provavelmente aparecerão nesta fase.    

Referências:

Fadiman, James & Frager, Robert (1976), Teorias da Personalidade, São Paulo, HARBRA, 1986.


Freud, S. (1905). Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade.

Espero que gostem.

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As Emoções e a Cognição no Desenvolvimento Infantil




Christiane Junqueira, psicóloga, especialista em Psicologia Hospitalar pela FMABC – Faculdade de Medicina do ABC, Neuropsicologia pelo INESP – Instituto Neurológico de São Paulo e aprimoramento em Reabilitação Cognitiva também pelo INESP.


4 Comentários

  1. Nossa que interessante desconhecia completamente todas essas fases e aprendi com o post muita coisa!!!! Ótimas informações!

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  2. Oi Mari
    Bacana o post da minha colega Christiane.
    Ficou claro e fácil de ser entendido.
    Acredito que a criança é sempre um reflexo do seu meio, principalmente dos pais.
    Freud foi o Pai da psicanálise. Não o vejo como polêmico, mas sim como um homem a frente do seu tempo.
    Bjs

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  3. Abordagem clara. Por aqui, vivenciando o Complexo de Édipo e orientando com muito diálogo.

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  4. Super interessante. Não tinha nenhum conhecimento sobre essas fases.
    Parabéns pelo post!!!
    Beijos

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